sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

BABY, BOOM SEM PRÁTICA DE ESPORTES? BRASIL, BOOM DE SEDENTARISMO, VIOLÊNCIA E BULLYING

Para Pais e Professores

A Nickelodeon divulga a pesquisa Geração 5.0 – Os novos pilares da infância, na qual aborda alguns dos temas mais marcantes do universo infantil e adolescente da atualidade: alimentação, atividade física, sustentabilidade, criatividade e diversidade. O estudo revela o impressionante dado que o Brasil é o país onde se menos pratica esporte nas escolas em toda a América Latina. Comparado aos cidadãos das nações vizinhas, o jovem brasileiro também é o que menos se preocupa com o meio ambiente e sustentabilidade, sendo que menos de 39% das nossas crianças tiveram contato real com a diversidade – fator que pode ser decisivo no desenvolvimento de comportamento violento, como o bullying.


“Acreditamos que a alimentação, a atividade física, a sustentabilidade, a criatividade e a diversidade transformam a criança de hoje no adulto melhor de amanhã. Os pais e a sociedade precisam acompanhar as mudanças. E a escola e os meios de comunicação continuam sendo de extrema importância para a discussão desses temas”, afirma Beatriz Mello, gerente de pesquisa do canal e responsável pelo estudo.

A pesquisa Geração 5.0 – Os novos pilares da infância ouviu crianças e mães no Brasil, Argentina, Chile, México, Colômbia, Venezuela e Peru. Na fase qualitativa, realizada apenas no Brasil, contou com insights do projeto Conicktado (uma rede social fechada da Nickelodeon, na qual crianças e adolescentes escolhidos trocam informações diárias sobre diversos temas) e entrevistas com especialistas.

Já na fase quantitativa, foram utilizados dados de três diferentes fontes para atingir os três diferentes targets mais importantes para o canal: Kiddos Latin America (www.kiddos.com.ar), um estudo anual com crianças de 6-11 anos do Brasil, México, Argentina, Colômbia, Venezuela e Chile; TGI (que no Brasil é representado pelo IBOPE) para o público de 12-17 anos do Brasil, México, Argentina, Colômbia, Peru e Chile; o Qualibest (www.qualibest.com.br), instituto de pesquisa nacional, que pesquisou 500 mães com filhos brasileiros entre 2-14 anos.

DIVERSIDADE

Pais e filhos estão abertos ao diferente. Pelo menos no discurso – 96% das mães estimulam os filhos a respeitar pessoas com deficiências físicas ou mentais e 73% dizem preferir que seus filhos tenham contato com pessoas de diferentes níveis sociais. Apesar disso, apenas 10% sempre têm contato com pessoas com problemas visuais ou auditivos contra 39% que nunca tiveram.





“É muito importante que as crianças tenham contato com a diversidade. Quando não existe o contato com o diferente, a violência aparece , surge a agressão verbal e psicológica em sua modalidade eletrônica. É o famoso cyberbulling, que acontece principalmente por e-mail, comunidades, vídeos, redes de relacionamento e MSN”, constata Beatriz Mello, gerente de pesquisa do canal Nickelodeon e responsável pelo estudo.


Fonte: Agência Ideal e Nickelodeon | (GC)


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Cyberbullying o que é? Proteja-se dos lobos virtuais!

Antes de falarmos de Cyberbullying, vamos entender o que é o Bullying.


Bullying é um termo inglês e refere-se ao verbo “ameaçar, intimidar”. 
É uma situação que caracteriza-se por agressões psicológicas ou físicas de maneira repetitiva por parte de um indivíduo contra outro. Podemos citar como exemplos de bullying: espalhar rumores sobre a índole de uma pessoa, forçar por meio de ameaças um indivíduo a fazer algo que ele não queira, colocar apelidos pejorativos, entre outros.

Como se não bastasse essa onda do bullying, como toda essa nova tecnologia surgiu e está crescendo cada dia mais o cyberbullying, neste caso podemos chamar o agressor de cybervalentão ou lobo virtual.


Aqui, o agressor encontrou a vantagem de tudo ter uma repercussão veloz e rápida. Esta prática consiste em disseminar mensagens privadas, postar comentários pejorativos sobre os colegas em blogs, Orkut, Twitter, etc. e trocar ofensas por meio comunicadores instantâneos, como o Messenger e o Google Talk.


Com o Cyberbullying não existe final de semana ou férias… A todo o momento estamos sujeitos a receber uma agressão virtual.


A preocupação da Escola de Inteligência em casos seja de Bullying ou Cyberbullying é trabalhar a prevenção, para que aprendamos a proteger nossa emoção, uma vez que temos nosso psicológico estruturado e fortalecido essas agressões não nos abalarão; precisamos nos colocar no lugar do outro, ora, não farei nem direi coisas ao outro se não quero que digam a mim. Precisamos saber superar as ofensas a nós dirigidas, isso é atitude dos sábios, precisamos perceber o real valor que temos como seres humanos. 


A revista Nova Escola (maio/2008) fala sobre quais providências devemos tomar quando a agressão se torna algo constante e grave. Confira:


“O advogado Rodrigo Santos, de São Paulo, especializado em crimes virtuais, afirma que as vítimas têm o direito de prestar queixa e pedir sanções penais. Caso o autor das ofensas tenha menos de 16 anos, os pais serão processados por injúria, calúnia e difamação; se tiver entre 16 e 18 anos, responderá junto com os pais; e, se for maior, assumirá a responsabilidade pelos crimes. Algumas formas de se defender:
¦ Salve e imprima as páginas dos sites.
¦ Consiga testemunhas do ocorrido.
¦ Preste queixa em delegacia comum ou em uma especializada em crimes virtuais, se houver em sua cidade”




Publicado em 13/08/2010 por Gustavo Mattos em Vida de Adolescente

terça-feira, 21 de setembro de 2010

BULLING - RELAÇŌES EM PERIGO

por Elizandra Souza

Quando se fala em bulling, a primeira idéia que nos vem à mente é a agressividade, porém quando ampliamos nosso pensamento sobre este assunto vemos que por trás desta agressividade existe um número muito grande de outros sentimentos e emoções, que nem sempre é apreendido pelo discurso daquele que justifica seu ato.

Ressaltamos a influência da educação nestes casos, principalmente, na forma hoje, que se apresentam os comportamentos de crianças e adolescentes. Em todo o mundo, as taxas de prevalência de bullying, revelam que entre 5% a 35% dos alunos estão envolvidos no fenômeno. Porém, o bulling não está ligado somente às atitudes juvenis. Este comportamento hostil também acontece com adultos, muitas vezes como forma de defesa ou proteção.


O sujeito se comporta contrariamente ao que inconscientemente reconhece em si. As atitudes agressivas e hostis com relação aos colegas aparece como tentativa de mascarar seu próprio sentimento de inferioridade. Como animais acuados que atacam, ao invés de se renderem, os sujeitos considerados bullies não encontram outras formas de se posicionarem na vida, diante de pessoas ou situações, senão pela violência. Ele tem necessidade de dominar, de subjugar e de impor sua autoridade sobre outrem, mediante coação; necessidade de aceitação e de pertencimento a um grupo; de auto-afirmação, de chamar a atenção para si. Possui ainda, a inabilidade de expressar seus sentimentos mais íntimos, de se colocar no lugar do outro e de perceber suas dores e sentimentos.


Esta violência assume o caráter etiológico do violar, como se, realmente, apoderasse de algo do outro para assumir como seu. O bullie viola não só as leis, a moral e a disciplina, mas principalmente, viola o sujeito naquilo que ele mais tenta conservar que é o ‘direito'. Direito à integridade física e psíquica. Direito à fala e ao movimento. Direito à opinião, à criação de hipóteses e à discordância.


Por outro lado, sob o arcabouço de seu modo agressivo, existe um ser que sofre. E não sabe nada sobre seu sofrimento, pois ele não comparece após um ato violento. Seu sofrimento é anterior e seus comportamentos agem como um véu, que escondem, abafam e tentam anular sua dor.


Em psicanálise, quando falamos desta dor ou deste sofrimento, não falamos de algo consciente, tampouco que seja algo motivo de pena. Não é algo se pode justificar os atos agressivos, mas sim, aquilo que indica a sujeição, aquilo que diz do sujeito sem ele saber.

Estudar as causas de bulling incluem diversas matérias ou ramos do saber. As perspectivas sociais, educacionais, políticas, econômicas e subjetivas devem ser trabalhadas de forma interdisciplinar para tratar este comportamento, que não é recente, mas é atualmente muito freqüente.


A psicanálise traz mais um ponto de vista. Um novo olhar que atua naquilo que não é dito no discurso do sujeito, mas é produzido por este discurso. Mais do que escutar aquele que sofre o bulling, é preciso escutar o próprio agressor, para quem sabe, possamos entender a dinâmica deste processo de subjetivação.


Lacan, que frisa a idéia da responsabilidade do sujeito: “A verdade que a psicanálise pode conduzir o criminoso não pode ser desvinculada da base da experiência que a constitui, e essa base é a mesma que define o caráter sagrado da ação médica – ou seja, o respeito pelo sofrimento do homem.” (Escritos)

 
Elizandra Souza é Psicanalista e colaborou com este artigo para
a campanha "Diga não ao Cyberbullying"

Diretora da Comissão de Ética do SINPESP
www.elizandrasouza.com.br

domingo, 12 de setembro de 2010

VITRINE, TV CULTURA

O programa Vitrine da TV Cultura, apresentou no último dia 04 uma matéria sobre Cyberbullying.



No programa, foi abordado professores, alunos e voluntários da campanha “Diga não ao Cyberbullying”.


 


segunda-feira, 23 de agosto de 2010

TodaTeen disse não ao Cyberbullying

A Revista TodaTeen também aderiu a campanha e está levantando a bandeira em seu site.

Na primeira página do site é possível conferir a nossa logomarca e os depoimentos dos usuários que sofreram o Bullying e Cyberbullying, como também comentários daqueles que apoiam a iniciativa.

Confira no site da revista na seção "Tá rolando".

domingo, 22 de agosto de 2010

Bullying tem efeitos negativos

"Para o agressor, também tem consequências", diz autora do livro A Face Oculta
por Bárbara Stefanelli, do R7


O bullying, agressões físicas e verbais praticadas e sofridas por crianças e adolescentes, tem se tornado cada vez mais comum nas escolas. Uma pesquisa feita pelo Ceats (Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor), a pedido da ONG Plan, mostra que 10 % dos entrevistados já sofreram algum tipo de agressão.


Em entrevista ao R7, Maria Tereza Maldonado, a autora de A Face Oculta, livro que já foi adotado como leitura obrigatória por colégios do Brasil, afirma que esse tipo de violência tem efeitos negativos não apenas para os agredidos, mas também para o agressor.

- Bullying tem efeitos negativos para quem sofre e para quem pratica. As consequências podem durar muito tempo para os dois.

Segundo Tereza, quando crescer, o agressor, acostumado com o comportamento violento, pode repetir os mesmos padrões e acabar sendo acusado de assédio moral no ambiente de trabalho.

Para a psicóloga, muitos praticantes de bullying também já foram vítimas de ataques e encontram uma maneira de vingar seu passado. A especialista afirma que quem “sofre ataques dentro de casa e aprende que a linguagem da violência é aceitável, começa a praticá-la em outros ambientes”.

Outro perfil comum entre os agressores é o de crianças ou adolescentes que crescem em um ambiente agressivo, segundo Tereza. Ela ainda explica que um terceiro tipo é o de pessoas que acham que, para liderar e conquistar o respeito de uma turma, precisam abusar da tirania e da humilhação.

- Tem agressor que não percebe que está causando sofrimento. Ele extrapola nas agressões e não tem percepção do sentimento das outras pessoas, completa a autora.

Já o agredido, normalmente com padrões que saem do que é considerado ideal pela maioria, por causa dos ataques pode não querer ir à escola ou até desejar trocar de colégio. Para Tereza, com o cyberbullying a situação se intensificou.

- Antes, a criança sofria na escola, mas ia para casa e se sentia segura. Com o desenvolvimento tecnológico, as perseguições passaram a acontecer 24 horas por dia e sete dias por semana e agora os ataques também acontecem através de celulares e sites de relacionamento.

Soluções

Desesperadas com a situação, muitas vezes as vítimas não sabem como se defender. Segundo Tereza, a família deve ficar atenta ao comportamento do filho e ao que ele anda fazendo na internet.


- Como o bullying e o cyberbullying estão crescendo, é necessário um trabalho em conjunto entre a escola e a família. Os colégios precisam instaurar programas antibullying feitos para todos que estão no local; desde alunos até professores e diretores.

Para completar, a autora afirma que as “crianças precisam saber que o comportamento agressivo é inaceitável”.




terça-feira, 17 de agosto de 2010